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12Ago

Entendendo o Power House

Entendendo o Power House



Como já havíamos comentado, o Power House inclui a musculatura abdominal, pélvica, das costas e dos glúteos. A contração eficiente desse grupo muscular é capaz de estabilizar a coluna vertebral e a pelve, colaborando para a proteção desses segmentos.

 

Na prática, porém, é comum observar certa dificuldade para fazer, e principalmente manter a contração desses músculos. Há algumas compensações que devemos ficar atentos. A mais comumente observada é a tensão no pescoço e recrutamento excessivo de musculatura acessória da respiração (provavelmente você sentirá que seu pescoço fica tenso quando você tenta contrair a musculatura do abdome). Se isso acontece com você, tente relaxar a cabeça e o pescoço antes de contrair o Power House e fazer uma respiração um pouco mais suave.

 

Quem apresenta padrão respiratório alterado pode ainda apresentar algumas alterações posturais que influenciam o posicionamento correto do corpo e a própria capacidade de contração do Power House. Por isso trabalhar a respiração ao mesmo tempo em que se ativa o Power House é de fundamental importância. 

 

Paul Hodges e Paulo e Manuela Ferreira, pesquisadores da Universidade de Queensland e da Universidade de Sydney, respectivamente, publicaram uma escala que avalia a qualidade da contração do Power House. Nessa escala os quesitos avaliados incluem a capacidade motora de ativação, ou seja, se a contração acontece de forma lenta e controlada, ou se a pessoa ativa subitamente, sem conseguir sustentar ou controlar o grau de ativação. Avalia as compensações observadas, como ativação de musculatura acessória compensatória, se há movimentação de tronco ou pelve (que devem ficar estáticos); observa-se também a simetria entre os lados direito e esquerdo; se a pessoa consegue manter um padrão respiratório normal durante a contração do Power House ou se para de respirar; e por quanto tempo ela consegue sustentar essa contração, que deve ter no mínimo 10 segundos para que seja eficiente.

 

Por isso, apesar de não ser tão simples contrair o Power House, quando bem feito é possível melhorar muitas coisas no nosso corpo, como padrão respiratório, compensações, posturais, estabilidade da coluna e da pelve, entre outros.

Se você tem dificuldades em contrair adequadamente, peça ajuda ao seu instrutor. E tente cada vez mais se concentrar em como seu corpo reage. Você vai gostar dos resultados! 

 

Thaís Lima (Crefito 3: 110616-F) | www.espacouno.com

DATA: 12 DE Agosto DE 2015 / CATEGORIA:

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