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24Jun

Pilates aliado ao tratamento da Síndrome Patelofemural

Pilates aliado ao tratamento da Síndrome Patelofemural



Olá pilateiro! Hoje vamos falar sobre a Síndrome Patelofemural, que é uma das desordens musculoesqueléticas mais frequentes que acometem a articulação do joelho, também conhecida como síndrome do alinhamento inadequado da patela. É um distúrbio nas estruturas de suporte em torno da articulação patelofemural. 
 
As mulheres são as mais acometidas em função de suas diferenças estruturais em relação aos homens, a largura da pelve, tendência a anteroversão femural, e o ângulo Q. A dor é o principal sintoma apresentado por pacientes com SP, caracterizada por aumento gradativo, bilateral, podendo ser retropatelar ou peripatelar, tendo a crepitação como um dos sinais que também chamam atenção. Os movimentos que envolvem flexão de joelhos, como subir e descer escadas, agachar e se manter sentado trazem o agravamento da dor. 
 
O fisioterapeuta deve se preocupar em realizar uma anamnese completa para obter um planejamento correto de aula, e quais exercícios serão os mais indicados para este paciente. Avaliar a estrutura articular, seus alinhamentos e forças, utilizando goniômetro para análises das angulações anatômicas (ângulo Q), identificar partes dolorosas, avaliar encurtamentos dos músculos isquiotibiais, quadríceps, e trato iliotibial; possíveis hipotrofias, patelas estrábicas, discrepância de membros e exames físicos específicos como sinal do J, teste do tilt lateral, teste apreensão da patela e teste de compreensão patelar.
 
O tratamento parte de um sistema conservador de fisioterapia convencional com analgesias e simultaneamente com exercícios do Pilates ou RPG. Sendo um dos principais objetivos do tratamento o alongamento das estruturas musculares adjacentes, o Pilates se encaixa perfeitamente.
 
Alguns exercícios do Pilates para o tratamento desta patologia:
 
1- ROCKING (alongando quadríceps): em decúbito ventral, flexione o joelho e segure os pés, inspire em repouso e ao iniciar a expiração realize a extensão do tronco, e no mesmo ciclo respiratório retorne à posição de repouso. Tomar cuidado com a curvatura da hiperlordose. Caso o aluno tenha, não realize este exercício.
 
2- STRETCHES BACK (alongando quadríceps): em pé, mantendo o alongamento axial em apoio unipodal, coloque uma das pernas sobre o Barrel, inspire em repouso e durante a expiração realize a flexão do membro contralateral. Caso o aluno esteja em um caso crônico, na tentativa de aumentar a amplitude do alongamento, realize a flexão de tronco simultaneamente. Dica: utilize o trabalho conjunto de propriocepção no membro que está no chão, com Bozu ou disco proprioceptivo.
 
3- HIP CIRCLES (fortalecimento de quadríceps): sentado no mat ou sobre o próprio Barrel, apenas com os glúteos e mãos no apoio, que no caso do Barrel, o apoio seria no primeiro degrau. Incline o tronco posteriormente e flexione os MMII a 90 graus em relação ao tronco. Inicie a inspiração em repouso e, durante a expiração, realize círculos com os MMII. Dica: utilize tornozeleiras para oferecer resistência ao movimento, mas muito cuidado com as dores na lombar por falta de contração abdominal e o nível de dor do paciente.
 
4- KNEE EXTENSION (fortalecimento de quadríceps, glúteos máximo, iliopsoas e reto femoral): em decúbito dorsal sobre a meia lua, com os braços apoiados sobre a mesma e os quadris e os joelhos flexionados a 90, inspire e ao expirar estenda os joelhos com os quadris flexionados a 45 graus e retorne a posição inicial. Dica: ofereça resistência, realize o exercício em "V" position, utilize bolas e faixas elásticas.
 
5- SHORT SPINE MASSAGE (fortalecimento global dos músculos anteriores e posteriores de MMII): deitado sobre o Reformer com os joelhos estendidos e o quadril flexionado a 45 graus, inspire e inicie a expiração realizando a flexão do quadril a 90 graus, e discretamente retire a lombar do apoio. Inicie o segundo ciclo respiratório flexionando os joelhos e volta com a lombar para o carrinho e retorne a posição inicial. Lembre-se de utilizar molas resistentes.
 
6- TOWER variação running (alongar a cadeia posterior dos MMII): em decúbito dorsal, apoie o antepé na barra com os joelhos estendidos, inspire em repouso e realize a expiração flexionando unilateralmente o joelho, mantendo em extensão o joelho contralateral. Realize por várias vezes o running, propagando as expirações em freno labial.
 
7- STRETCHES FRONT (alongamento de isquiotibiais): em pé mantendo o alongamento axial em apoio unipodal, flexione o quadril contralateral sobre o Barrel, inicie a inspiração em repouso e ao expirar realize o movimento de flexão suave do tronco e leve os braços até o pé. Este alongamento é clássico e caso o aluno tenha um encurtamento grande deste músculo utilize caixas de apoio sobre o pé que está no chão para facilitar o exercício. Lembre-se: incentive o paciente, ele precisa deste alongamento.
 
8- SIDE SPLITS (fortalecimento e/ou alongamento de adutores): em pé, sobre o Reformer, lateralmente com um pé na plataforma e outro sobre o carrinho, após posicionar inspire ainda em repouso e inicie o movimento expirando e empurrando o carrinho para o lado com os dois joelhos estendidos, ainda no mesmo ciclo de respiração retorne a posição inicial. Para este exercício tome muito cuidado, e lembre-se, sempre, de auxiliar o paciente a subir e descer no Reformer. Caso o paciente esteja em caso agudo, não realize este exercício. Dica: otimize o exercício utilizando pesos nos braços
 
Para o final da aula, substitua o relaxamento pela realização de decoaptações articulares e mobilizações do joelho sobre a bola, proporcionando para o paciente de imediato o que ele mais espera de nós, o alívio das dores.
 
Tuzi Volponi | Instrutora Espaço Vida Pilates

DATA: 24 DE Junho DE 2015 / CATEGORIA:

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