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10Jun

Pilates nas disfunções temporomandibulares

Pilates nas disfunções temporomandibulares



A articulação temporomandibular (ATM) é uma estrutura especializada do sistema estomatognático e que está sujeita a disfunções de diversas origens, como neurológica, ortopédica e musculoesquelética. Essas desordens são conhecidas como disfunções temporomandibulares (DTM). 

 

A DTM pode ocorrer em ambos os sexos e em todas as faixas etárias, afetando de 7 a 15% da população, sendo que a maior incidência é em mulheres adultas em uma proporção de cinco para cada homem. 

 

A etiologia da DTM é multifatorial, mas se destaca a má oclusão, traumas mandibulares ou na ATM, alterações musculares, hábitos parafuncionais e problemas posturais ou de fundo emocional como os principais fatores relacionados. 

 

Acredita-se que os desequilíbrios posturais podem influenciar de maneira direta as alterações do Sistema estomatognático (que é o conjunto de estruturas relacionadas a boca que desenvolvem função comuns com a participação da mandíbula) e desta maneira a ATM. Desta forma, principalmente desequilíbrios relacionados à posição da cabeça e da coluna cervical podem interferir no posicionamento da mandíbula e do osso hioide e, consequentemente, essas alterações desencadearem sintomas na região. 

 

Muitas técnicas estão sendo utilizadas para tratar as DTM e os problemas associados a ela, dentre elas o uso das placas estabilizadoras, terapia manual, reeducação postural global e o Pilates. Sabe-se que o tratamento ouro para a DTM ainda é o uso das placas estabilizadoras, no entanto a terapia manual também tem apresentado excelentes resultados. Com relação aos tratamentos globais, como o Pilates, ainda não se tem relatos na literatura com relação à melhora da DTM após a utilização do método. 

 

No entanto, clinicamente é visível a melhora do paciente com DTM após a intervenção com Pilates, pois quando empregados os princípios da respiração, controle, concentração, centralização, precisão e fluidez o aluno adquire melhor controle do corpo e da mente, diminuindo o estresse, ansiedade e as parafunções. Além disso, a melhora geral do alinhamento postural e da força proporcionam melhora dos sintomas. 

 

É importante enfatizar, de maneira geral, no tratamento desses alunos, a melhora do equilíbrio da cabeça, coluna cervical e cintura escapular, assim como evitar o apertamento dentário durante a execução dos exercícios. Outro aspecto importante é a respiração, que quando realizada de forma adequada diminuirá as sobrecargas e parafunções comuns nessa população.

 

Para que o sucesso do tratamento seja garantido, trabalhar em conjunto com um odontólogo certamente é um diferencial! Desta forma, o método Pilates se apresenta como um bom instrumento para o tratamento das DTMs, principalmente os relacionados aos desalinhamentos corporais e desequilíbrios musculares, apresentando melhores resultados quando associado a outros cuidados, como o uso de placas estabilizadoras e terapia manual.  

 

Letícia Miranda Resende da Costa | Fisioterapeuta; Doutoranda em Ciências do Movimento Humano (UFRGS); Instrutora na Espaço Vida Pilates.

DATA: 10 DE Junho DE 2015 / CATEGORIA: Artigo

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