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04Fev

Pilates no Tratamento do Acidente Vascular Encefálico

Pilates no Tratamento do Acidente Vascular Encefálico



O acidente vascular encefálico (AVE) é uma das principais causas de incapacidade de origem neurológica, podendo desencadear uma vida sedentária e com muitas limitações. A perda de força é uma das principais características nos pacientes pós-AVE, gerando diminuição acentuada da independência funcional, dificultando tarefas simples do dia a dia e atividades importantes como a deambulação. 

A prática de atividade física para estes pacientes é considerada essencial para a manutenção da resistência física e da força muscular, diminuindo, desta forma, os riscos de complicações secundárias, como problemas cardiovasculares e ortopédicos. 

 

O método Pilates tem como objetivo promover o condicionamento físico e mental, melhorando as valências físicas e consequentemente a funcionalidade. Essa técnica pode ser utilizada de forma coadjuvante durante todo o tratamento e como atividade exclusiva na terceira fase da reabilitação. 

 

Podemos dividir os pacientes com AVE em três fases de acometimento: na fase um a musculatura apresenta-se flácida (fase aguda); na fase dois (entre um e/ou dois meses até a melhora do padrão) os músculos entram em estado de rigidez (nessa fase é essencial trabalhar a quebra deste padrão rígido); na fase três (entre seis meses a dois anos) a musculatura já apresenta ganhos, porém ainda precisa de cuidados. 

 

Clinicamente, podemos observar que o Pilates melhora o equilíbrio, a marcha, a flexibilidade e a força muscular, minimizando as sequelas neurológicas e consequentemente a independência funcional desses indivíduos.   

 

Na prática de Pilates em pacientes com AVE são priorizados exercícios para a melhora do controle muscular que ajudam na promoção da reeducação do movimento e a quebra do padrão de rigidez, já que esta é a principal sequela desta enfermidade. O paciente pós-AVE apresenta perda de movimentos, o que gera diminuição de força e consequentemente perda de mobilidade e de funcionalidade.Como os maiores benefícios do método são a melhora da flexibilidade e do equilíbrio, o Pilates torna-se uma importante ferramenta na reabilitação desses pacientes. 

 

Apesar de não existirem estudos científicos que abordem o tema, empiricamente acredita-se que o método promova melhora da saúde geral do indivíduo, pois exige controle, concentração, respiração, centralização, alinhamento e integração dos movimentos. No entanto, é importante lembrar que cada indivíduo é único e que a abordagem e eleição dos exercícios dependerá da avaliação e da gravidade do acometimento de cada um. 

 

 

Letícia Miranda Resende da Costa | Fisioterapeuta; Doutoranda em Ciências do Movimento Humano (UFRGS); Professora do curso de formação completa da Espaço Vida Pilates

DATA: 04 DE Fevereiro DE 2015 / CATEGORIA: Artigo

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